domingo, 18 de novembro de 2012

Relato reflexivo - Tânia


Relato Reflexivo

                                                                                                    

As etapas que edificaram o curso em questão proporcionaram um aprofundamento teórico, respaldado no entendimento da competência leitora e escritora como um todo. A cada etapa pude vivenciar um processo reflexivo diante da concepção tradicional, no tratar da leitura e escrita na escola, bem como, das novas tendências que diferentemente daquela, abordam o texto muito mais que um instrumento e sim, um recorte de uma situação social, que de acordo com os objetivos do escritor evidencia um gênero específico, contendo particularidades estruturais e semânticas.

Dessa maneira, ficou evidente que nenhuma forma de expressão pode ser descontextualizada. O contexto social abriga os interlocutores e suas possíveis intenções e com isso, gêneros diversificados surgem devido à necessidade em se organizar o discurso. O ensino tradicional de leitura e escrita embasava-se em decodificar e interpretar o que era dito, ou seja, como se houvesse um limite e assim, a interpretação ficava à mercê do que o autor quis dizer; como se fosse possível apenas “traduzir” o que alguém escreveu, por exemplo. Hoje, com as novas concepções de ensino e aprendizagem, é possível enxergar a amplitude de um trabalho bem executado, diante das competências leitora e escritora.

Tendo em vista que a minha disciplina é Arte, acredito que o curso contribuiu para esclarecer tal amplitude no tratar das referidas competências. Isso porque tive uma formação fincada na concepção tradicional e não, na teoria e linguística do texto, por exemplo. As competências de leitura e escrita, vista pelo foco da contextualização, torna-se mais coerente, bem como, aproxima-se com maior rigor das concepções artísticas de produção, expressão e apreciação.

A vivência, diante da produção de textos para o contexto digital e a composição do blog, dinamizou um olhar reflexivo para a leitura e escrita em geral. Leitura que não se limita somente nos textos escritos ou digitais, mas que faz parte de todo contexto social e artístico, como a leitura de mundo, já teorizada pelo grande educador Paulo Freire (1921-1997). Além disso, o blog foi uma experiência inusitada, pois, por se tratar de um trabalho conjunto, denota, por natureza, o afloramento de conflitos. Assim, foi preciso mediar conflitos cognitivos, os quais são fontes de crescimento e novas aprendizagens. Sem esse processo, não é possível ampliar e/ou desenvolver conhecimentos. Em outras palavras, o desafio foi lançado e um novo direcionamento de práticas e condutas inicializado.

Enfim, o trabalho foi árduo, no entanto, propício à construção de novos conhecimentos, que carregam em si, por sua vez, novos questionamentos. Isso é instigante porque todo curso bem estruturado deve promover uma reflexão, uma espécie de incômodo no cursista e este em questão, proporcionou um redirecionamento de ideias e concepções, como explanadas anteriormente, além de implantar novas perguntas e novos olhares para as mais diversas situações sociais, sendo na escola ou não.

 

 

 

 

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